Biografia

Carmela Grüne

Advogada, escritora, ativista e jornalista. Diretora presidente do Jornal Estado de Direito. Mestre em Direitos Sociais e Políticas Públicas pela Universidade de Santa Cruz do Sul.  Cursa Especialização em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela UniRitter Laureate International Universities (2016) e Especialização em Direito e Processo do Trabalho pela Fundação Escola Superior do Ministério Público em parceria com a Fundação Escola da Magistratura do Estado do Rio Grande do Sul (2017). Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS. Membro da Academia Cearense de Direito, como acadêmica correspondente. Defende a proposta de uma cultura jurídica popular para desobstruir os caminhos do acesso à justiça, propondo que a sociedade brasileira perceba o direito no seu cotidiano e, com isso, exercite uma cidadania mais ativa.  A maneira como a informação é transmitida gera repulsão ou atração para busca do conhecimento, assim defende a linguagem inclusiva como resgate para “sentir” o direito como fenômeno cultural e realização social, com vistas a autonomia cidadã.

Carmela desenvolve e participa de diversos projetos para que a popularização do Direito aconteça. Entre eles estão o Samba no pé e Direito na Cabeça, Direito no Cárcere e Jornal Estado de Direito. No corrente ano de 2012, lançou os seus dois primeiros livros: “A Participação cidadã na gestão pública: a experiência da Escola de Samba de Mangueira” e “Samba no Pé & Direito na Cabeça”, ambos pela Editora Saraiva.

O primeiro livro analisa o papel da ação carnavalesca na Democracia brasileira a partir das práticas cívicas consolidadas e legitimadas no seio da comunidade mangueirense. O segundo reúne artigos de cunho crítico-social inspirados em sambas temáticos que abordam temas como corrupção, criminalidade, meio ambiente, ensino jurídico, homoafetividade, juízes, cidadania, afrodescendência, comportamento, globalização. Ainda como exemplo dos temas abordados constam a violência doméstica, as relações de trabalho e a concentração de renda. O terceiro livro, publicado em 2017, intitulado “Direito no Cinema Brasileiro” eleva o legado de diversos cineastas, professores e pesquisadores que defendem uma nova compreensão da realidade, buscando transdisciplinarizar o saber, com uma considerável experiência, que torna conceitos complexos e áridos mais acessíveis. Desse modo, reforça a necessidade de persistir em pensar e produzir um Direito fora dos códigos, retratado no cotidiano, capaz de despertar interesse pelas situações antes despercebidas para a transformação positiva da vida em sociedade.

O projeto Jornal Estado de Direito foi uma publicação trimestral, com tiragem de 50 mil exemplares, distribuição gratuita em vinte estados brasileiros e no exterior. Lançado em 2005, foi o primeiro projeto desenvolvido por Carmela. Esse veículo permaneceu impresso até a 50ª edição, atualmente encontra-se disponível na versão eletrônica em www.estadodedireito.com.br, com o objetivo demonstrar o Direito no cotidiano das pessoas. Para auxiliar na compreensão, o jornal trabalha a sensibilização do olhar pela fotografia e linguagem inclusiva.

Outra maneira encontrada de popularizar o direito foi colocá-lo em debate, isso ocorreu através do projeto Desmitificando o Direito, que convidava especialistas e a comunidade para conversar e retirar as algemas mentais que distanciam o conhecimento jurídico da população. Esse projeto aconteceu até 2016, no momento passar por uma pausa até a conclusão de algumas pesquisas, ocorrendo nas Livrarias Saraiva das cidades de Porto Alegre e São Paulo, sendo aberto e de acesso gratuito ao público em geral.

Em treze anos de projetos sociais, organizou mais de 370 eventos gratuitos, mobilizando milhares de pessoas para ajudar a quem precisa.

Como advogada atua na defesa do trabalhador para o reconhecimento de seus direitos, especialmente, dissídios individuais questões como equiparação salarial, reversão de justa causa, reintegração ao trabalho, dano moral e dano material, reconhecimento de unicidade contratual etc.

 

Laureada com:

• Homenagem pelos relevantes trabalhos prestados para a Cadeia Pública de Porto Alegre. Ano 2018.
• Homenagem pela participação e contribuição para a primeira edição da coletânea Negras Palavras Gaúchas. Ano 2018.
• Prêmio AJURIS de Direitos Humanos 2017 – Menção Honrosa Projeto Direito no Cárcere na 10ª edição;
• Prêmio AJURIS de Direitos Humanos João Abílio Rosa 2015 – Menção honrosa pelo Instituto Cultural Estado de Direito na 8ª edição
• Prêmio AJURIS de Direitos Humanos João Abílio Rosa 2015 – Menção honrosa pelo Jornal Estado de Direito na 8ª edição;
• Medalha da Cidade de Porto Alegre. Ano 2014. Projeto Direito no Cárcere;
• Prêmio Diversidade RS, da Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, categoria Cultura dos Direitos Humanos. Ano 2014. Projeto Jornal Estado de Direito;
• Prêmio Legislativo de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Porto Alegre. Ano 2014. Projeto Direito no Cárcere;
• Prêmio Porto Alegre Amanhã – Edital do FUMPROARTE. Ano 2014. Projeto Oficina de Expressão Lá vem a Luz, o qual foi produtora executiva;
• Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos, categoria Práticas Humanísticas. Ano 2013. Projeto Direito no Cárcere;
• Prêmio Estadual de Direitos Humanos, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, categoria Divulgação dos Direitos Humanos. Ano 2013. Projeto Jornal Estado de Direito;
• Prêmio Agente Jovem da Cultura, do Ministério da Cultura. Ano 2012. Projeto Samba no Pé & Direito na Cabeça.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0192321192062950

OAB/RS 76.190

Telefones:  +55 (51) 3907-1398 e (51) 99913-1398

Atendimento pela Internet:
Skype: carmelagrune; estadodedireito
E-mail: contato@carmelagrune.com.br

Endereço:
Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 575, sala 401, Praia de Belas
Porto Alegre/RS – Brasil
CEP: 90.050-191

Carmela Grüne

Carmela Grüne is a lawyer, writer, activist, and journalist. Director and Chairman of the Jornal Estado de Direito. She has experience in education, with emphasis on methods and techniques of teaching, acting on the following topics: law, citizenship, education, and access to justice. Graduated in Law from the Catholic University of Rio Grande do Sul, Master degree in Social Rights and Public Policy at the University of Santa Cruz do Sul, she defends the proposal for a popular legal culture, suggesting that Brazilian society understands the Law in their daily lives and thus exercise citizenship seeking to break the judicialization of life, with the goal of creating, promoting and disseminating popular culture as an instrument of legal citizenship. To do so, empowers the word, the need to “feel” the law as a cultural phenomenon and social achievement.

Carmela develops and participates in many projects in order to make Law popular in the society. Some of them are: Samba no pé e Direito na Cabeça, Direito no Cárcere, Jornal Estado de Direito e Desmitificando o Direito. In 2012, she has published two of her first books: “A Participação cidadã na gestão pública: a experiência da Escola de Samba de Mangueira” e “Samba no Pé & Direito na Cabeça”, both of them published by Saraiva.

The first book analyzes the role of the carnival in the Brazilian democracy from civic practices consolidated and legitimized within the community of Mangueira. The second presents articles from critical-social nature-inspired in theme sambas that address issues such as corruption, crime, environment, legal education, homosexuality, judges, citizens, race, behavior, globalization. Furthermore, as an example of the topics covered includes domestic violence, labor relations, and income concentration.

The Jornal Estado de Direito is a bimonthly publication with a circulation of 50,000 copies, distributed for free in twenty Brazilian states and abroad. Launched in 2005, was the first project developed by Carmela. The paper is in the 35th edition and has the goal to demonstrate the law in daily life. To help out in the comprehension, the paper brings the awareness by looking for photography and inclusive language.

Another way to popularize the law was place it under discussion, this happens through the project Demystifying the Law, inviting experts and the community to speak and remove the mental shackles that separate the legal knowledge of the population. This project takes place at Saraiva bookstore of Porto Alegre and Sao Paulo, being open and with free access to the general public.

Laureate/Awarded with:

  • Honour received by the relevant services performed to the Public Prison of Porto Alegre
  • Honored for the participation and contribution in the first edition of Negras Palavras Gaúchas. Ano 2018.
  • AJURIS Award of Human Rights 2017 – Honorable Mention Project Direito no Cárcere,  10th edition;
  • AJURIS Award of Human Rights João Abílio Rosa 2015 – Honorable Mention for the Instituto Cultural Estado de Direito, 8th edition;
  • AJURIS Award of Human Rights João Abílio Rosa 2015 – Honorable Mention for the Jornal Estado de Direito, 8th edition;
  • Medal of the City of Porto Alegre. Year 2014. Project Direito no Cárcere;
  • Diversity Award RS, from the  Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, category Culture of Human Rights. Year 2014. Project Jornal Estado de Direito;
  • Legislative Award of Human Rights from the City Chamber of Porto Alegre. Year 2014. Project Direito no Cárcere;
  • Award Porto Alegre Tomorrow – FUMPROARTE. Year 2014. Project Oficina de Expressão Lá vem a Luz, which she was the producer;
  • Award Judge Patrícia Acioli of Human Rights, category  Humanistic Practices. Year 2013. Project Direito no Cárcere;
  • State Award of Human Rights, from the Department of Justice and Human Rights, Government of Rio Grande do Sul, category Dissemination of Human Rights. Year 2013. Project Jornal Estado de Direito;
  • Award Agente Jovem da Cultura, from the Ministry of Culture. Year 2012. Project Samba no Pé & Direito na Cabeça.

For further information, and to access Carmela’s résumé click here: http://lattes.cnpq.br/0192321192062950 

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