O presidente da República, Michel Temer, editou na noite desta nesta terça-feira (14) a Medida Provisória 808/2017, que modifica pontos da reforma trabalhista que entrou em vigor no último dia 11.

Mais cedo, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, havia anunciado o cumprimento do acordo do governo com a sua base no Senado para a aprovação da reforma exatamente como foi enviada pela Câmara dos Deputados.

De acordo com matéria publicada pelo Palácio do Planalto, a MP altera as regras relacionadas a gestantes, a trabalhadores autônomos, ao trabalho intermitente, à jornada de 12 horas com 36 horas de descanso e aos danos morais.

Acesse aqui a íntegra da medida provisória assinada pelo presidente da República.

 

Fonte: Agência Senado

O Tribunal Superior do Trabalho suspendeu a sessão do Tribunal Pleno convocada para esta terça-feira (6) para discutir propostas de revisão de súmulas e orientações jurisprudenciais em função das mudanças introduzidas pela Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017). A suspensão foi pedida pelo presidente da Comissão de Jurisprudência e Precedentes Normativos, ministro Walmir Oliveira da Costa, no sentido de esperar o julgamento de arguição de inconstitucionalidade do artigo 702, inciso I, alínea “f” da CLT, que estabelece o procedimento para edição e alteração da jurisprudência do Tribunal.

Segundo Oliveira da Costa, o artigo contraria a competência do TST para uniformizar a jurisprudência trabalhista e viola o artigo 99 da Constituição Federal, que prevê a autonomia do Poder Judiciário. Para o ministro, não caberia ao Legislativo definir sobre questões que digam respeito ao Regimento Interno do TST.

Outro argumento foi o de que a Lei 7.701/1988, ao atribuir ao Pleno a competência para aprovar os enunciados da súmula da jurisprudência predominante em dissídios individuais, se sobrepôs ao artigo 702 da CLT no tocante à matéria. Assim, o dispositivo não poderia ser repristinado, ou seja, voltar ao ordenamento jurídico nos mesmos termos daquele que foi suprimido. “Nenhuma lei que já perdeu vigência poderia ser revigorada”, afirmou.

Diante da suspensão, ficou decidido que a Comissão de Jurisprudência deverá examinar a questão da constitucionalidade do artigo 702 e apresentar uma proposta a ser examinada pelo Pleno. Somente a partir desta definição é que deverá ser marcada nova sessão para rediscutir a revisão das súmulas.

Intertemporalidade

Também na sessão, o Pleno decidiu criar uma comissão, composta por nove ministros, que, no prazo de 60 dias, estudará a questão da aplicação da Reforma Trabalhista no tempo. A comissão, presidida pelo ministro Aloysio Corrêa da Veiga e composta pelos ministros Maria Cristina Peduzzi, Vieira de Mello Filho, Alberto Bresciani, Alexandre Agra Belmonte, Walmir Oliveira da Costa, Mauricio Godinho Delgado, Augusto César de Carvalho e Douglas Alencar Rodrigues, se dividirá em dois grupos, que estudarão os aspectos de direito material (aplicação ou não da nova legislação aos contratos de trabalho vigentes) e de direito processual (aplicação aos processos já em andamento).

O resultado do trabalho será a proposição de edição de uma Instrução Normativa, que, segundo o presidente do TST, ministro Ives Gandra Martins Filho, sinalizará para os juízes e Tribunais do Trabalho o entendimento do TST a respeito dessa questão, garantindo a segurança jurídica na aplicação dos novos diplomas legais.

Fonte: TST

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após confusões e protestos da oposição durante toda dia, o plenário do Senado aprovou, por 50 votos favoráveis e 26 contrários, além de 1 abstenção, o texto principal do projeto que trata da reforma trabalhista. A proposta altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo, dentre as mudanças, que o acordado entre patrões e empregados prevaleça sobre o legislado nas negociações trabalhistas.

Neste momento, os senadores discutem três destaques que visam alterar pontos específicos do texto, como o que trata do trabalho intermitente. Após a votação do texto-base, o plenário acompanhou o relator da matéria, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e rejeitou em bloco as demais emendas apresentadas individualmente pelos parlamentares.

Ocupação

Alvo de divergências, a reforma trabalhista estava com a votação marcada para iniciar no fim da manhã de ontem (11), mas parlamentares de oposição ocuparam a Mesa e impediram o presidente do Senado, Eunício Oliveira, de prosseguir com os trabalhos.

A votação só foi retomada cerca de sete horas depois da obstrução, protagonizada pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO). Junto com outros 14 parlamentares, o senador José Medeiros (PSD-MT) apresentou um pedido de denúncia contra as oposicionistas ao Conselho de Ética no Senado alegando “prática de ato incompatível com a ética e o decoro parlamentar”.

Antes de tentar, pela última vez, retomar a presidência da sessão, Eunício Oliveira criticou o ato das senadoras e disse que “nem a Ditadura Militar ousou ocupar a Mesa do Congresso”. Já os parlamentares da base reclamam da possibilidade de o Senado apenas referendar o texto aprovado pelos deputados, o que faria com que perdesse a função de Casa Revisora.

Texto

A proposta de reforma trabalhista prevê, além da supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assistência obrigatória do sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Além disso, acaba com a contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos trabalhadores. Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano,  além de novas regras para o trabalho remoto, também conhecido como home office. Para o patrão que não registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil. Atualmente, a multa é de um salário-mínimo regional.

 

Fonte: Agência Brasil

Petroleiros e petroleiras mobilizados em frente à Refap
Foto: SINDIPETRO-RS

A manhã gelada dessa terça-feira (20) não foi impeditivo para os petroleiros e petroleiras da Refap reivindicar a política de sucateamento, desmonte, privatização e redução de efetivo, orquestrada por Pedro Parente. A paralisação faz parte do Dia Nacional de Mobilização rumo à Greve Geral de 30 de junho.

Sem qualquer negociação com os sindicatos, a Petrobrás está implementando um estudo unilateral de efetivos, com base em uma metodologia norte-americana de hierarquização de tempos e tarefas que não condiz com os processos de operação em refinarias de petróleo. O objetivo é reduzir em até 25% os números mínimos, que já estão no limite e até mesmo abaixo do quadro necessário para garantir a segurança operacional.

O resultado dessa política é o aumento de acidentes e a precarização das condições de trabalho. No domingo, 18, dois trabalhadores da Reduc foram vítimas de mais um acidente, que é reflexo direto do sucateamento que os gestores estão impondo às refinarias.

Refap
Foto: SINDIPETRO-RS

Aqui na Refap, a gerência local não poupou desfaçatez, em consonância com a gestão da Petrobrás, resolveu aplicar um método completamente inadequado a indústrias de processo contínuo e apresenta, aos trabalhadores, como sendo responsabilidade do Sindicato a implantação.

Comitê contra as Reformas, no centro de Canoas
Foto: SINDIPETRO

Mobilização nos aeroportos

O Dia Nacional de Mobilização rumo à Greve Geral, foi convocado pela CUT e demais Centrais Sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Às 5h da manhã os manifestantes estiveram no embarque do aeroporto Salgado Filho, realizando um ato contra as reformas da Previdência e Trabalhista e por Fora Temer e Diretas Já. A atividade faz parte da estratégia de pressionar deputados e senadores, no horário em que muitos costumam viajar para Brasília, para que se posicionem e votem contra as reformas do Temer.

Houve distribuição de centenas de exemplares do novo jornal especial da CUT-RS contra as reformas do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), esclarecendo a população sobre o desmonte da aposentadoria e da CLT e trazendo as fotos, nomes e partidos dos deputados que votaram a favor da Reforma Trabalhista no plenário da Câmara.

Ato no Glênio Peres às 17h30

A próxima manifestação ocorre hoje, às 17h30, no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, que reunirá centrais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos sociais e comunitários. Fora Temer e suas reformas! Diretas já! Nenhum direito a menos!

 

Fonte: SINDIPETRO-RS

Roda Viva debate “A reforma trabalhista”

O Roda Viva recebe o deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma trabalhista na Câmara. Ele falará sobre as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em andamento no Congresso, além de outros assuntos.

Participam da bancada de entrevistadores Camilla Veras de Araújo Mota (repórter do jornal Valor Econômico), Gaudêncio Torquato (consultor político), Daniela Lima (editora da coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo), Antonio Galvão Peres (professor e doutor em direito do trabalho) e Jorge Luiz Souto Maior (juiz do trabalho e professor da Faculdade de Direito da USP).

Assista:

 

Fonte: Roda Viva/Youtube

Central afirma que presidente da Casa desrespeitou compromisso e promete reação contra projeto que retira direitos dos trabalhadores. E já convoca mobilização nacional para o dia 31

CUT organiza reação à aprovação do PL da terceirização pela Câmara: mobilização e greve geral contra retirada de direitos/Foto: CUT

 São Paulo – A direção da CUT chamou de golpe e “manobra espúria” a aprovação do Projeto de Lei 4.302, de terceirização, na noite desta quarta-feira (22), na Câmara dos Deputados, e afirmou que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu um “passa-moleque” nas centrais sindicais. Segundo a central, em reunião no último dia 13 Maia havia se comprometido a suspender a votação do texto por pelo menos 30 dias, “para que o debate sobre a terceirização pudesse ser feito em toda a sua dimensão”. Como resposta, a CUT fala em greve geral em abril, com mobilização nacional já no próximo dia 31.

A central lembra ainda que o projeto, de 1998, foi “ressuscitado” depois de passar no Senado e permanecer engavetado desde então. E que só foi retomado porque outro projeto sobre terceirização, o PL 4.330, recebera no Senado (como PLC 30) um substitutivo do relator, Paulo Paim (PT-RS), proibindo a terceirização nas atividades-fim das empresas, “tal como era o entendimento consagrado pela Justiça do Trabalho”.

A direção da CUT afirma que a Câmara se apoiou “numa maioria de deputados golpistas e corruptos, atendendo à pressão de empresários que querem flexibilizar direitos e precarizar as relações de trabalho para aumentar os seus lucros, citando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, “e seu infame ‘pato’ usado na pressão pelo golpe do impeachment contra a presidenta Dilma”. Com isso, acrescenta, a Casa “acaba de cometer mais um golpe contra os direitos da classe trabalhadora, na noite deste dia 22 de março”. Como o texto do 4.302 já havia passado pelo Senado, segue agora para ser sancionado por Michel Temer.

A CUT conclama trabalhadores, centrais e outros setores da sociedade a uma ampla mobilização para derrotar, “nas ruas e locais de trabalho, esse golpe desferido com a aprovação da terceirização em todas as atividades das empresas, abrindo a via para transformar empregos formais e regulamentados em ‘bicos’ de trabalho precário, temporário e parcial , com salários e direitos rebaixados, inclusive na administração pública”.

Citando, além do projeto de terceirização, as propostas de reforma trabalhista e da Previdência Social, a CUT indica a realização de uma greve geral em abril “e convoca desde já um Dia Nacional de Mobilização em 31 de março”.

 

Fonte: CUT