Foto: Alex Glaser Fotografia
Foto: Alex Glaser Fotografia

No dia 10 de março, das 12h30 às 16h30min, ocorrerá a realização do primeiro Sarau Poético e Literário Direito no Cárcere, na galeria 1 do Presídio Central de Porto Alegre.

A iniciativa tem a curadoria do jornalista Alex Glaser, integrante do Coletivo Cultural Manifesto Poesia uma associação de pessoas com o interesse em comum de devolver a poesia ao mundo. Nas palavras do poeta Ferreira Gullar “A arte existe porque a vida não basta”.

Desde outubro de 2015 atuam pintando muros, ocupando praças, colorindo comunidades com poesia, saraus e intervenções artísticas. “A poesia é uma arma carregada de futuro”, como sugere o poeta espanhol Gabriel Celaya, e é com ela que pretendem contribuir para a construção de um mundo melhor.

As principais ações tem sido os saraus realizados em Novo Hamburgo, Porto Alegre e proximidades, onde nos propõem a apresentar artistas da cena cultural da região.

Músicos, escritores, atores, palhaços e bailarinas têm passado pelo nosso palco e compartilhando, além da sua arte, um pouco da sua experiência e da sua trajetória artística.

Foto: Alex Glaser Fotografia
Foto: Alex Glaser Fotografia

Participantes dessa edição:

  • Alex Fabiano Glaser de Andrade – 44 anos, fotógrafo e jornalista, militante cultural e ativista político;
  • Ana Katia Abrahão de Oliveira – 36 anos, mãe, poetisa e militante voluntaria em defesa das minorias;
  • Barbara Marques – Advogada;
  • Camila Peres Fleck – 26 anos, artesã, poetisa, defensora de uma sociedade mais igualitária;
  • Claudio Roberto Pagno da Costa – Ativista;
  • Daiana Santos de Sena – 22 anos, estudante de artes visuais. Tem seu trabalho artistico com a temática feminismo e igualdade de gênero, pesquisadora e escritora independente;
  • Gilvan Leonardo Müller – 34 anos, poeta, apresentador, sociólogo, professor e produtor cultural;
  • Gustavo Moura de Oliveira – 28 anos, estudante, ativista da Economia Solidária, produtor cultural independente;
  • Juliana Lisiane Vestfahl – 31 anos, poetisa, professora e militante cultural;
  • Leonardo Sebastián Sosa Acevedo – 37 anos, Compositor de canções nascido em Montevidéu e criado na fronteira com RS;
  • Said Lucas de Oliveira Salomón – 27 anos, licenciado em História e poeta. Atualmente cursando o Mestrando Profissional em Ensino de História da UFRGS;
  • Sergio Cutin – Médico;
  • Thiago Góes Cavalcanti de Araújo – Defensor Público;
  • Vinícius Miguel de Souza – 20 anos, rapper desde os 17 anos, trabalha com o nome artístico de Bode V;
  • Viviane Zarembski Braga – 33 anos, professora de filosofia, poetisa, doutoranda em filosofia na UNISINOS.
Foto: Alex Glaser Fotografia
Foto: Alex Glaser Fotografia

Contamos com a sua presença!!!

O Presídio Central de Porto Alegre sediou, no último dia 01.07, mais uma oficina de arte do projeto ArtInclusão, idealizado pelo renomado artista plástico gaúcho, Aloízio Pedersen, que participou a convite de Carmela Grune, do Direito No Cárcere.

Intitulado ” Kandinsky e Pollock vão ao Central!” o projeto contemplou os 53 apenados da Galeria E1, ligados ao Direito No Cárecre, eles recebem tratamento de desintoxicação, além de participarem de diversas atividades de inclusão social, artística, cultural, entre outras.

Os participantes trabalharam técnicas de pinturas com manchas e traços em cores cores vivas, fortes e cheias de emoção, tais como aplicavam em suas obras os artistas Kandinski (1866-1944) e Pollock (1912-1956), cujas pinturas revolucionaram o mundo, sendo considerados os cavalos do apocalipse das artes por um mundo de mais igualdade.

De acordo com Pedersen,  os elementos principais trabalhados foram a cor e a emoção projetadas em uma tela de 1.64 x 2.00m, a partir da técnica “dripping” (Pollock), instrumentalizados por um vídeo a respeito.

“E um outro forte componente integrava a ação: reflexão. Enfrentar um sentimento, que podia variar do amor ao ódio/ira, nos auxilia a resignificá-lo. Com isto, o clima que já iniciara muito cordial, pois era minha segunda oficina com eles, teve a energia crescente que cada um emprestava a atividade”, analisou Pedersen.

” Este dia foi maravilhoso e muito bonito de ver a transformação que demos rapidamente na tela. Com certeza, mexeu não somente comigo, mas com todos que estavam presentes”, disse Carmela.  Para ela, foi por meio da união de esforços que possibilitou desenvolver as práticas do Artinclusão em parceria com o Direito no Cárcere para os presos”, completou. Mais informações, acesse,  https://www.facebook.com/DireitonoCarcere/?fref=ts. 

 

Quem são?

WASSALY KANDISNKY – Russo / 1866/1944 –

Pioneiro do Movimento Abstracionista. Via na obra de arte uma realidade autônoma, um universo novo. Reformulou a arte para o mundo. Desprestigiado em seu país naturalizou-se alemão, mas foi perseguido por Hitler, que o tinha como “artista degenerado”. Refugia-se na França. A partir da 1ª Guerra Mundial usava seu expressionismo, em cores e manchas, como manifestação dos sentimentos que retratavam uma sociedade dilacerada. Para ele as cores e formas pictóricas exercem uma intensa ação psíquica. E cria uma correspondência entre cores e emoções, registrada na obra “Do espiritual na arte”.
JACKSON POLLOCK – Americano / 1912/1956 – Um dos mais importantes artistas do Expressionismo Abstrato -representação do mundo interior e suas emoções com valorização da ação e do acaso. Conhecido por suas técnicas: action painting (pintura de ação) e dripping (gotejamento). Nenhum outro artista mergulhou tão profundo no irracional, em direção ao inconsciente. Para ele “cada indivíduo tem, em si mesmo, meios para se exprimir com autoridade própria”. Rompeu com os condicionamentos exteriores, marcados pela tragédia da 2ª Guerra Mundial e passou a usar o pincel como bastão, para projetar a tinta, gestualmente, no espaço pictórico de suas imensas telas colocadas no chão.

 

Fonte: Imprensa Susepe

Presídio Central de Porto Alegre (PCPA) promoveu na ultima sexta-feira (15) uma palestra com a assistente social e autora da obra “O que faço com os sonhos que sonhei?”, Raquel Zimmermann. Cerca de 60 detentos da galeria E1, que integram o projeto Direito ao Cárcere, participaram do evento.

O caminho traçado pela morte de um jovem durante um assalto foi a história contada por Raquel, uma mãe que durante três anos vive dias de superação. Alguns apenados relacionaram as histórias da assistente social com as de suas mães, que também vivem o drama da “perda precoce”, nesse caso premeditada pelos próprios filhos.

Solidariedade e a importância do perdão foram temas abordados durante a conversa. Depois os participantes puderam escrever sobre “Que vida quero levar depois do cárcere e qual lição a vida privada me trouxe”, na oficina de literatura.

A idealizadora do projeto Direito no Cárcere, Carmela Grune disse que o propósito da palestra era um bate papo informal sobre mais amor, mais tolerância e mais participação cidadã.  “As mudanças sociais dependem de atitudes diárias, concretas, de cada pessoa. Nas pequenas ações conhecemos muito do outro, sejamos grandes de coração e responsáveis com o próximo” relatou Carmela.

 

Fonte: Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul