Foto: FUP

Em documento enviado à FUP na tarde desta quarta-feira, 08, a Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás comunica o agendamento de nova reunião na sexta-feira (10/11), às 10 horas, “para dar prosseguimento às negociações e apresentação de proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017”.

Nesta data, os petroleiros, junto com várias outras categorias, estarão mobilizados em todo o país, durante o Dia Nacional de Luta convocado pelas centrais sindicais contra a retirada de direitos que o governo ilegítimo de Temer vem impondo aos trabalhadores.

A contrarreforma trabalhista entra em vigor no dia 11, acabando com direitos históricos, fragilizando as relações de trabalho, oficializando o “bico” e alterando profundamente a legislação trabalhista, que passa agora a proteger o patrão, em vez do trabalhador.

No rastro destes ataques, estão a liberação do trabalho escravo e o demonte da Previdência Pública.

É importante que os trabalhadores próprios e terceirizados do Sistema Petrobrás participem ativamente dos atos e manifestações desta sexta-feira. A retirada de direitos também está na pauta da gestão da empresa e vem sendo duramente combatida pela FUP, que vem alertando a categoria desde o início da campanha reivindicatória de que o Acordo Coletivo terá o tamanho da luta dos petroleiros.

As mobilizações de sexta serão fundamentais nesta disputa.

Fonte: FUP 

 

Foto: Tânia Rêgo – Agência Brasil

 

No mesmo dia em que o Sindicato do Amazonas, filiado à FUP, conseguiu com que fosse imposta a Liminar que barrou temporariamente o Leilão do Pré-Sal, e com o prazo de vigência do Acordo Coletivo de Trabalho se aproximando, no dia 10 de novembro, a Petrobrás agendou nova rodada de negociação para o dia 03 de novembro, no Rio de Janeiro.

A empresa também comunicou à Federação Única dos Petroleiros que vai apresentar sua última proposta na semana que antecede o dia 11, quando passa a valer as regras da contrarreforma trabalhista. Uma ameaça clara para toda a categoria, caso os petroleiros não aceitem o acordo proposto, passa a valer a CLT. O Coordenador Geral da FUP, Zé Maria Rangel, convoca os trabalhadores “não podemos deixar que nenhum direito seja retirado do nosso acordo. Os petroleiros vão ter que responder com unidade nacional na greve contra a retirada de direitos que a empresa está ameaçando. Este acordo terá o tamanho da nossa luta”.

#NENHUMDIREITOAMENOS

 

Fonte: FUP

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Depois da implantação das novas leis da contrarreforma trabalhista a Petrobrás não vai mais ter Concurso Público ou PIDV, foi o que disse o diretor de Assuntos Corporativos da empresa, Hugo Repsold, durante sua participação no Offshore Technology Conference, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

“Nunca mais vai ter concurso para 2 mil pessoas. Agora, vamos fazer concursos de 100 pessoas, 50 pessoas, de 30 vagas, coisas pontuais para resolver aposentadorias. No caso dos PIDVS, a ideia é fazer acordos diretos com os trabalhadores, um novo modelo possível a partir da reforma trabalhista, que passa a valer no mês que vem”.

Como a FUP e seus Sindicatos filiados já vêm alertando, a atual direção da Petrobrás só quer saber de maximização de lucro e conduzem a empresa como se fosse privada. Após o dia 11 de novembro, Repsold demonstrou em sua fala que a intenção é a redução dos direitos dos trabalhadores.

Desde 2014, a empresa já reduziu 16 mil cargos de trabalho com os dois Planos de Incentivo à demissão voluntária. Além disso, desde o começo deste ano, a empresa reduziu o número mínimo seguro agravando as incidências de acidentes nas fábricas. Os Sindicatos e a FUP realizaram ações na justiça contra a redução e exigem a recomposição do efetivo com a realização de concursos.

Repsold também informou que sua área está elaborando um novo programa para organizar as contratações, chamado de Plano da Força de Trabalho (Plafort). O objetivo é fazer projeções sobre a demanda de contratações ou demissões sempre que houver revisão do plano de investimentos da companhia.

Com isso, a Petrobrás dá claros indícios de que irá institucionalizar as novas regras da contrarreforma retirando direitos dos petroleiros. O Acordo Coletivo de Trabalho depende do tamanho da luta dos trabalhadores.

 

Fonte: FUP

 

Foto: Tânia Rêgo – Agência Brasil

 

A FUP e a CNQ/CUT estiveram em Brasília nesta terça-feira, 17, para apresentar ao Ministério do Trabalho e Emprego o resultado de pesquisa feita com petroleiros de áreas operacionais das refinarias da Petrobrás, que escancara o descumprimento sistemático da NR-20 pelos gestores da empresa. Ao responderem a um questionário com 11 perguntas elaboradas pela FUP, os trabalhadores confirmaram que a política de SMS da Petrobrás é uma mentira. Os mais de mil petroleiros que participaram da pesquisa relataram que não recebem treinamento específico, nem são submetidos aos devidos procedimentos de Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, como prevê a NR-20.

Os questionários foram aplicados entre julho e agosto nas refinarias da empresa e desmentem as afirmações levianas dos gestores para justificarem o estudo de O&M, que os trabalhadores apropriadamente chamam de “Omissões e Mentiras”. O estudo foi feito e implementado de forma unilateral, sem negociação de efetivos com os sindicatos e muito menos treinamento dos trabalhadores, como exige a NR-20. A lógica da empresa é reduzir os quadros mínimos das refinarias, que já estão no limite e até mesmo abaixo do número necessário para garantir a segurança operacional.

Desde 2012, quando a NR-20 entrou em vigor, a FUP cobra da Petrobrás a realização de estudos conjuntos com os sindicatos para definir parâmetros de dimensionamento de efetivos, bem como cursos de treinamento e reciclagem para os trabalhadores, entre outros procedimentos da NR-20 que até hoje não foram implementados. Para tentar ludibriar a lei, os gestores têm o desplante de reaproveitarem as horas de cursos diversos que os trabalhadores já realizaram no passado, mas que não são específicos para a Norma. Chegam ao ponto de incluírem nessa manobra até mesmo o curso de ambientação e integração. Mais uma fraude vergonhosamente cometida pela empresa.

A política de SMS da Petrobrás é uma campanha de marketing fantasiosa, que contrasta terrivelmente com a realidade de acidentes e riscos a que estão expostos os petroleiros. Enquanto os trabalhadores vivem sob o medo diário de uma tragédia anunciada, os gestores seguem violando normas de segurança e mentindo para a Justiça e a sociedade, como revelam os questionários que a FUP protocolou junto ao departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE. Esperamos que o Ministério cumpra o seu papel de fiscalização, cobrando o devido respeito e responsabilidade dos gestores da empresa com a vida do trabalhador.

Fonte: FUP

Foto: pixabay

 

Às vésperas da 14ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que nesta quarta-feira, 27, colocará em leilão 287 blocos exploratórios de petróleo, Pedro Parente tenta justificar para os trabalhadores o papel cada vez mais secundário que a Petrobrás vem exercendo na indústria petrolífera brasileira. Em sua mais recente carta aos empregados, divulgada ontem (25/09), ele defende a aceleração dos leilões de petróleo e reforça a reestruturação que sua gestão vem fazendo, ao reduzir drasticamente o portfólio exploratório da companhia.

Qual a razão de fazer esse tipo de comunicado aos trabalhadores, se não abrir para a concorrência a sua estratégia? Para quem ainda tinha dúvidas sobre as intenções dele, caiu de vez sua máscara de entreguista.

Presidente licenciado da Prada, consultoria de investimentos especializada em maximizar as grandes fortunas brasileiras, Parente já assumiu a Petrobrás declarando ao mundo que as gestões anteriores “endeusaram” o Pré-Sal e defendeu que a empresa deixasse de ser a operadora única destas reservas. Sob seu comando, ativos estratégicos estão sendo vendidos a preços ínfimos, enquanto as reservas retrocedem e a Petrobrás caminha a passos largos para ser uma empresa de escritório.

Entre julho e agosto, sua gestão anunciou ao mercado o início da privatização de 50 campos de produção terrestre no Rio Grande do Norte e Bahia e de outras 30 concessões em águas rasas em cinco estados do país, o que significará a entrega de 74 plataformas de exploração e produção de petróleo.

Enquanto Pedro “Prada” Parente transforma a Petrobrás em uma mera coadjuvante do setor mais promissor da economia nacional, as empresas estrangeiras avançam sobre as nossas reservas. Os ativos que ele desdenha são cobiçados por petrolíferas do mundo inteiro. Afirmar que a redução dos índices de conteúdo local e dos royalties atraiu investimentos para o país é enganar o trabalhador. As benesses concedidas pelo governo Temer aumentarão ainda mais as margens de lucro das empresas no longo prazo. O que de fato atrai as operadoras estrangeiras é a viabilidade econômica das reservas brasileiras de petróleo.

Justamente o que Pedro “Prada” Parente, dissimuladamente, nega em sua cartinha aos empregados. “Não basta que uma área tenha risco baixo e esteja numa região promissora: uma eventual descoberta deve ter uma razoável probabilidade de ser viável do ponto de vista econômico”, afirmou ele no comunicado aos empregados.

O resultado dessas escolhas é um desastre total para o povo brasileiro. Neste momento de forte recessão econômica e de estagnação da indústria nacional, não é aceitável que o país abra mão de receitas, empregos e renda para beneficiar as petrolíferas estrangeiras. Além disso, a aceleração dos leilões de petróleo significará em médio prazo na desnacionalização e na exploração predatória de uma das maiores riquezas que a nossa nação possui. “Em um contexto de dificuldades da indústria nacional e de políticas governamentais que estimulam as importações, (a aceleração dos leilões) provocará uma expressiva desnacionalização do setor e da cadeia de fornecedores, reduzindo a capacidade nacional do controle das riquezas geradas pela renda do petróleo”, alerta o Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas para o Setor de Óleo e Gás (GEEP/FUP).

Com a redução de sua participação exploratória nos blocos ofertados, a Petrobrás cede espaço para as grandes petroleiras estrangeiras e, consequentemente, fortalece os setores produtivos de outros países, em detrimento da indústria nacional. Pedro “Prada” Parente faz o jogo para o qual foi escalado, renegando a origem estatal da empresa e sepultando o papel estratégico que ela sempre teve para a soberania e o desenvolvimento do Brasil. Quem mais ganha com esse desmonte, além dos golpistas? Os investidores da Bovespa, onde ele ocupa a presidência do Conselho de Administração? Os clientes da Prada? Ou os investidores estrangeiros?

 

Fonte: FUP

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Para denunciar a privatização e desmonte das empresas estatais e dos serviços públicos, trabalhadores e representantes de entidades das mais diversas categorias e segmentos sociais realizam no próximo dia 03 de outubro um grande ato no Rio de Janeiro, em defesa da soberania nacional. Nesta data, a Petrobrás, principal empresa do país, completará 64 anos de existência e resistência à sanha dos entreguistas.

A mobilização faz parte do calendário de lutas que a FUP e seus sindicatos estão submetendo às assembleias para apreciação dos petroleiros, junto com o indicativo de rejeição da contraproposta apresentada pelos gestores da Petrobrás e subsidiárias, com uma série de ataques aos direitos da categoria. Além do ato nacional no Rio de Janeiro, os petroleiros farão no dia 03 de outubro mobilizações regionais contra as privatizações que colocam em xeque a soberania nacional.

Defender o patrimônio público é defender o Brasil

O centro do Rio de Janeiro irá parar no dia 03 de outubro, com uma grande manifestação nacional em defesa do Estado brasileiro e do patrimônio público. A concentração do ato será às 11h, em frente ao prédio da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas, 409. Em seguida, os manifestantes farão uma caminhada até a sede do BNDES, na Avenida Chile, onde haverá uma parada, e depois rumo à Petrobras, onde o ato deverá ser encerrado por volta das 16h.

A manifestação está sendo organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, que conta com a participação de petroleiros (FUP), bancários (Caixa, BB, BNDES), eletricitários, moedeiros, comércio de minérios e derivados de petróleo e de Furnas e entidades como CUT, Fenae, Contraf-CUT, CNTE, Dieese, Frente Brasil Popular, Plataforma Operária e Camponesa da Energia, Levante da Juventude, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento Cristianismo e Transformação Social, entre outros.

A orientação do Comitê é que as diversas categorias atingidas pelas privatizações do governo Temer promovam atividades também em suas bases e com a população nesse dia. Foram definidos grupos de trabalho, comunicação, organização e logística para das suporte à atividade, e novas informações deverão ser divulgadas em breve pelo site do comitê (comiteempresaspublicas.com.br), facebook (/comiteempresaspublicas) e e-mail (publiccomite@gmail.com).

 

Fonte: FUP, com informações do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas      

Foto: FUP

 

A partir das 14h desta quinta-feira, 21, a FUP volta a se reunir com a Petrobrás para mais uma rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho. A reunião será transmitida pelo Radar FUP , plataforma online, onde publicamos minuto a minuto, o que se passa na mesa de negociação.

Clique aqui para saber os posicionamentos da FUP duante as duas reuniões anteriores com a Petrobrás e suas subsidiárias.

O Radar é mais uma importante ferramenta para ampliar a comunicação com a categoria, divulgando em tempo real as informações da campanha reivindicatória.

Participe e acompanhe: http://www.radarfup.com.br/

 

Fonte: FUP

 

Foto: Tânia Rêgo – Agência Brasil

 

A proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Petrobrás nesta quinta-feira, 14, reduz uma série de direitos conquistados pela FUP e seus sindicatos ao longo dos últimos anos. A empresa propõe o fim do auxílio almoço, da Gratificação de Campo Terrestre, do Adicional do Estado do Amazonas, do Benefício Farmácia, do Programa Jovem Universitário, da promoção por antiguidade de Pleno para Senior nos cargos de Nível Médio, além da redução das remunerações da hora extra, da dobradinha, da troca de turno e da gratificação de férias.

Além disso, a Petrobrás altera a vigência do Acordo Coletivo de dois para um ano. A FUP e seus sindicatos estão reunidos para avaliar a negociação e definir os próximos passos da campanha. Durante a reunião com a empresa, a FUP propôs uma nova rodada de negociação para a próxima semana, o que foi aceito pelo RH.

A Petrobrás também propõe uma série de “adequações” para as atuais 182 cláusulas do Acordo Coletivo, que seriam reduzidas para 114. A avaliação da proposta da empresa e suas “adequações” de cláusulas serão feitas com muito critério nos próximos dias pela  FUP e suas assessorias.

Principais pontos da proposta da Petrobrás:

  • Reajuste salarial de 1,73% no salário básico e na RMNR
  • 0% de reajuste para os Benefícios Educacionais
  • Redução de 50% para as Horas Extras e dobradinhas (extra-turno)
  • Redução do pagamento das horas da troca de turno. O pagamento será limitado a 15 minutos. Se o tempo for de até 10 minutos, não será mais remunerado.
  • Fim do recebimento do auxílio almoço no contracheque. A empresa propõe a migração obrigatória para o Vale Refeição/Vale Alimentação
  • O valor do Auxílio Almoço não será mais considerado no cálculo da Gratificação de Férias e do 13º
  • Reajuste de 34% para a tabela de Grande Risco da AMS
  • Fim da Gratificação de Campo Terrestre
  • Fim do Adicional do Estado do Amazonas
  • Fim do Benefício Farmácia, que será substituído por um programa de acesso limitado e com restrição de medicamentos
  • Fim do Programa Jovem Universitário
  • Implantação de uma nova modalidade de redução da jornada de trabalho do regime administrativo, de cinco para quatro dias semanais com redução de 20% da remuneração
  • Redução da gratificação de férias, que passará a ser remunerada em 1/3. Os 2/3 restantes serão pagos em forma de abono
  • Fim da promoção por antiguidade de Pleno para Sênior nos cargos de nível médio
  • Alteração dos indicadores que compõem a metodologia do regramento para pagamento da PLR

 

 

Fonte: Sindipetro rs –  FUP

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Emmanoel Pereira, no exercício da presidência, negou na última quinta-feira (29) o pedido de mediação feito pela Petrobras por causa do impasse nas negociações do acordo coletivo com os petroleiros.

No pedido, a empresa solicitava uma decisão cautelar, alegando a possibilidade de greve da categoria.

Segundo nota do TST, o ministro entendeu que não há necessidade de uma medida cautelar, desde que haja uma situação de urgência para “a pacificação de conflitos coletivos”.

Pereira ressaltou que acatar o pedido de uma das partes seria inadequado e “demonstraria a existência de um desequilíbrio entre empresa e empregados, o que é indesejável”. “Seja para o próprio procedimento de mediação, seja pela necessidade de se reconhecer que a Petrobras só é uma das líderes mundiais do seu segmento pelo esforço continuado dos seus empregados, que diuturnamente trabalham para que os melhores resultados sejam por ela alcançados. E, por isso, não merecem sofrer qualquer forma de desprestígio”, acrescentou o ministro.

Emmanoel Pereira informou que pode reexaminar o pedido se houver alteração no cenário de negociação.

O diretor da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Emanuel Cancela, comemorou a decisão. “Eles pediram a intermediação e o TST disse que não. Tem mais ou menos o mesmo pensamento nosso, que as coisas têm que ser resolvidas na mesa de negociação, não precisa de intermediário. Foi muito boa a decisão do TST”, disse.

Segundo ele, ainda hoje a federação vai enviar uma carta à empresa pedindo uma nova proposta e na próxima quarta-feira ocorrerá nova reunião para avaliar a proposta, caso seja apresentada, ou a retomada da greve.

Em nota, a Petrobras afirmou que o TST não acatou apenas o pedido de urgência da Petrobras, o que não significa que o processo de mediação do acordo tenha sido interrompido. “Isso significa que o pedido de mediação da Petrobras seguirá o trâmite normal e não será apreciado durante o recesso do Judiciário. O tribunal retomará as atividades regulares em 1° de fevereiro de 2017. A Petrobras reitera sua disposição de buscar uma solução para o acordo coletivo de 2016”.

Greve

Na segunda-feira (26), os petroleiros suspenderam a greve iniciada no dia 23 em todo o país, para reavaliar o movimento liderado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Segundo o diretor da FNP, Emanuel Cancela, os trabalhadores das principais refinarias do país aderiram à paralisação, como os de Paulínia, de São José dos Campos (SP); de Cubatão (SP), do Paraná e a de Duque de Caxias (RJ), além dos funcionários de algumas plataformas.

Cancela disse que a greve é contra a venda de ativos da Petrobras e também para pressionar por uma melhor proposta para o acordo coletivo. Os trabalhadores rejeitaram a última e quarta proposta apresentada pela empresa, que prevê reajuste de 6% no salário-base e mais 2,8% a partir de fevereiro. A data-base da categoria é em setembro.

“Não retroage à data-base, que é em setembro, então ficamos sem a reposição da inflação do período, isso para nós é inaceitável”, disse o diretor, acrescentando que a categoria está reunida hoje e amanhã.

Sobre a greve, a Petrobras informou que não houve prejuízo às atividades, já que “tomou todas as medidas necessárias para garantir a segurança e integridade das pessoas e instalações”.

 

Fonte: Agência Brasil