Direito no Cárcere realiza ação em escola da Capital

Alunos da escola Antão de Faria participando da ação.

No dia 26 de novembro, voluntários do Projeto Direito no Cárcere se reuniram para uma atividade na Escola Estadual de Ensino Fundamental Antão de Faria localizada no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. Durante o encontro foram abordados os seguintes temas: violência contra os negros, as mulheres, as crianças, detentos. Os alunos do 7º e 8º ano tiveram contato com dados estatísticos e compreenderam a importância de identificar, reduzir e prevenir a violência doméstica, por exemplo. O grupo também alertou sobre questões de saúde das mulheres e das crianças, das doenças sexualmente transmissíveis, mentais e de dependência química.

Ainda, o advogado Rodrigo de Medeiros enfatizou aos estudantes a importância de verificar as informações que recebem nas redes sociais. “Muita gente discute sobre a violência, mas poucos procuram saber o que está acontecendo e que medidas podem ser efetivas, como ocorreu no caso da Marielle Franco com as fake news”, destaca Medeiros.

Advogado Rodrigo de Medeiros apresenta dados sobre a violência que atinge a população jovem.

O Brasil é um dos países que mais encarceram sua população, está em terceiro em números absolutos. Também sobre os homicídios demonstrou quem está morrendo e o porquê. Os dados do Atlas da Violência do IPEA apontam que a população jovem e negra do país é a que mais morre. No Rio Grande do Sul não é diferente: 62,3 jovens morrem num grupo de 100 mil. De 2006 a 2016 cresceu 64%. A taxa de pessoas negras assassinadas por 100 mil cresceu no RS de 19,1 em 2006 para 36,8 , em 2016.

“Ressaltamos, principalmente, a necessidade de se discutir e falar sobre esses temas, rompendo com a cultura do silêncio que traz impunidade e repressão. É preciso deixar de questionar a credibilidade da vítima, e passar a dar ênfase na responsabilidade do agressor”, destaca Amanda Gama, estudante de direito e voluntária do projeto Direito no Cárcere que atua na Cadeia Pública de Porto Alegre e escolas públicas.

Coordenadora do Projeto Direito no Cárcere, Carmela Grüne.

“O grande desafio é criar novas estatísticas, reduzindo o número de jovens mortos, encarcerados, trazendo mais oportunidades de profissionalização, arte, cultura e educação para crianças e adolescentes, elementos vitais para colaborar na construção da sua identidade”, ressalta Carmela Grune advogada e coordenadora do Projeto Direito no Cárcere.

Para o próximo ano os voluntários almejam um projeto que irá atender as escolas, com foco na promoção do empoderamento da cidadania, com geração de renda, produção de livro, exposição de arte, além de outras ações integradas.

Grune destaca “vamos mobilizar setores diferentes para unir boas iniciativas reverberando o que tem de melhor feito pela nossa sociedade, valorizando estudantes, professores e voluntários”.

Voluntários participantes da ação: Rodrigo de Medeiros, Amanda Gama, João Carlos dos Santos e Carmela Grüne.
Fotos: João Carlos dos Santos
Redação: jornalista Carla Castro.

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