26 de September de 2017
Carmela Grune

Artinclusão e Direito No Cárcere promoveram ” Kandinsky e Pollock vão ao Central!”

O Presídio Central de Porto Alegre sediou, no último dia 01.07, mais uma oficina de arte do projeto ArtInclusão, idealizado pelo renomado artista plástico gaúcho, Aloízio Pedersen, que participou a convite de Carmela Grune, do Direito No Cárcere.

Intitulado ” Kandinsky e Pollock vão ao Central!” o projeto contemplou os 53 apenados da Galeria E1, ligados ao Direito No Cárecre, eles recebem tratamento de desintoxicação, além de participarem de diversas atividades de inclusão social, artística, cultural, entre outras.

Os participantes trabalharam técnicas de pinturas com manchas e traços em cores cores vivas, fortes e cheias de emoção, tais como aplicavam em suas obras os artistas Kandinski (1866-1944) e Pollock (1912-1956), cujas pinturas revolucionaram o mundo, sendo considerados os cavalos do apocalipse das artes por um mundo de mais igualdade.

De acordo com Pedersen,  os elementos principais trabalhados foram a cor e a emoção projetadas em uma tela de 1.64 x 2.00m, a partir da técnica “dripping” (Pollock), instrumentalizados por um vídeo a respeito.

“E um outro forte componente integrava a ação: reflexão. Enfrentar um sentimento, que podia variar do amor ao ódio/ira, nos auxilia a resignificá-lo. Com isto, o clima que já iniciara muito cordial, pois era minha segunda oficina com eles, teve a energia crescente que cada um emprestava a atividade”, analisou Pedersen.

” Este dia foi maravilhoso e muito bonito de ver a transformação que demos rapidamente na tela. Com certeza, mexeu não somente comigo, mas com todos que estavam presentes”, disse Carmela.  Para ela, foi por meio da união de esforços que possibilitou desenvolver as práticas do Artinclusão em parceria com o Direito no Cárcere para os presos”, completou. Mais informações, acesse,  https://www.facebook.com/DireitonoCarcere/?fref=ts. 

 

Quem são?

WASSALY KANDISNKY – Russo / 1866/1944 –

Pioneiro do Movimento Abstracionista. Via na obra de arte uma realidade autônoma, um universo novo. Reformulou a arte para o mundo. Desprestigiado em seu país naturalizou-se alemão, mas foi perseguido por Hitler, que o tinha como “artista degenerado”. Refugia-se na França. A partir da 1ª Guerra Mundial usava seu expressionismo, em cores e manchas, como manifestação dos sentimentos que retratavam uma sociedade dilacerada. Para ele as cores e formas pictóricas exercem uma intensa ação psíquica. E cria uma correspondência entre cores e emoções, registrada na obra “Do espiritual na arte”.
JACKSON POLLOCK – Americano / 1912/1956 – Um dos mais importantes artistas do Expressionismo Abstrato -representação do mundo interior e suas emoções com valorização da ação e do acaso. Conhecido por suas técnicas: action painting (pintura de ação) e dripping (gotejamento). Nenhum outro artista mergulhou tão profundo no irracional, em direção ao inconsciente. Para ele “cada indivíduo tem, em si mesmo, meios para se exprimir com autoridade própria”. Rompeu com os condicionamentos exteriores, marcados pela tragédia da 2ª Guerra Mundial e passou a usar o pincel como bastão, para projetar a tinta, gestualmente, no espaço pictórico de suas imensas telas colocadas no chão.

 

Fonte: Imprensa Susepe

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